sábado, 15 de agosto de 2015

Castidade na vida

Uma das melhores coisas que tem na vida é a castidade. É a ausência da ligação corporal… entre pessoas que se ligam.
É um sonho de relacionamento… acobertada por um temor de relacionamento… porque digo isso, porque é uma das fontes de baixo astral a ausência de relacionamentos na vida conjugal.
E é grande a dificuldade das pessoas se apresentarem já mostrando como seria esse baixo astral.
Querem apenas mostrar como seria o alto astral… E se vestem com charme, colorem as unhas de vermelho, passam batom, maquiagem…
Perfume…
Tudo isso conta e é bom que seja assim.
Mas como são as pessoas quando estão descansando da preocupação com o alto astral? O que você gosta de fazer quando não está no alto astral?

Talvez o que mais gostemos dos nossos primeiros-amores é a dose de castidade. De alto astral sem vida sexual. E, claro, cada um tem o seu primeiro amor do jeito que tem. As crianças, se alguém ser isso aqui, ainda não tiveram, os adultos e adolescentes, é provável a maioria já tenha tido.

Castidade é diferente de celibato… A castidade nos celibatários é contínua.
A descontinuidade da castidade dos não-celibatários é normal.

Uma vez saiu uma pesquisa atribuindo as mulheres o gosto superior ao sexo por três itens de bem estar. E se formos pensar assim, é um jeito vulgar pensarmos no que é melhor do que sexo.

Se pensamos que sexo é a melhor coisa da vida, se torna o centro do nosso universo. E viver com esse universo assim é difícil. A pesquisa não era futil, dizendo que tem mulheres que preferem chocolate ao sexo, estou com dificuldade de lembrar…

Mas vamos pensar, o que é melhor, sexo ou a casa arrumada? Sexo ou estar bem vestido? Sexo ou ter humor, estar fazendo ginástica? Sexo virou um pilar da estrutura de identidade das pessoas. E a psicanálise trouxe isso.

Os cariocas tem um jeito peculiar de esculhambar que é dizer que o pênis das pessoas é mole mesmo ereto, mesmo durante a ereção. Já os homossexuais tem uma expressão engraçada: desemberlotar o camarão. Essa palavra não existe. E, outra pesquisa, diz que 85% das mulheres não tem desejo durante as relações. Oras, muita coisa pode melhorar antes de fazermos aquilo que a arte inclusive nos traz hoje como valores extremos de felicidade.

Se pensarmos bem… Vejam, o humorista Jerry Lewis disse que parou de fazer cinema, na década de 1990, porque a mulher começou a aparecer nua nos filmes. E há muitas mulheres bonitas nos filmes deles. É que o desnudamento virou algo "normal".

Eu, particularmente, fiz um esforço para que sexo deixasse o centro de meu universo. Que a família até, deixasse de ser o centro de meu universo. E encontro na castidade um grande caminho de integridade que espero sempre conseguir me manter nele.

Quando eu conheço uma pessoa, busco encontrar nela esses valores para saber o que será a jornada fora do alto astral. As pessoas procuram se entender sobre se gostam ou não de sexo, se muito ou  pouco. Se um gosta mais do que o outro, o amor cobre essas diferenças. Mas o que não dá para não saber é o que fazer quando um dos dois não estiver com vontade, seja por que motivo for. E curar a fantasia de que esses períodos podem ser eternos. Fantasia que pode virar verdade, se a alimentar-mos.

Eu cansei de ser do jeito que sou. Porque me conheço. Sei que o que sou sou diferente do que sou. Que minha essência, na infância… que dá para entrar no Reino como se fossemos crianças e quando surgir o sexo, ser como uma poda, na parábola do reino, de que há a poda na videira para que ela dê mais bons frutos. Realmente, o sexo interrompe um fluxo vital… mas temos que acreditar que se somos do jeito que somos e se fizemos a opção que fizemos, essa interrupção vital espiritual venha a ser para trazer um novo e melhor tempo de calmaria. Para dentro de nós, e fora de nós, venhamos a frutificar mais na vitalidade do Reino de Deus.

O que não dá é para ficar com medo de conviver com as pessoas que estão perto de nós e podem entrar em nossas órbitas de amor.

E para nós na cidade grande é ainda mais difícil saber lidar com a parábola da poda da videira. Porque, encontrei no livro Zohar, o livro da cabala judaica, uma frase que diz que tem coisas que só quem é do campo entende. E 80% das pessoas nas cidades grandes.

Lá no céu acredito que Deus está se esforçando para lidar com as planilhas de Excell espirituais diante de uma população mundial que aumentou muito. Mandou a maioria para cidade e, aos poucos, vai adaptar nossa tecnologia para que possamos voltar pro campo e conhecê-Lo melhor. Lá no céu vai ter um setor para o século XXI chamado: adaptação urbana das grandes populações celestiais. Vamos ser os chongos que vamos fazer reforço (escolar, tipo recuperação) no céu para poder conviver com os outros filhos de Deus aceitos no céu e santos e anjos. É uma parábola fortíssima. E que aflige aqueles que, como eu, conhecem pouco sobre o reino da vida.

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